Cozinhas Santos abertas concebidas pela designer Majo Flores
27 / 03 / 2026
As cozinhas abertas são uma tendência consolidada no design de interiores, que permite ampliar visualmente o espaço, melhorar a convivência e conferir uma estética moderna e uniforme às diferentes áreas. No entanto, para que funcionem bem, é necessário planeá-las cuidadosamente, tanto do ponto de vista estético como funcional. Neste artigo, a designer de interiores Majo Flores apresenta cinco dicas para conceber cozinhas abertas para a sala de estar e a sala de jantar, ilustrando-as com cinco cozinhas Santos concebidas pelo seu estúdio.
Majo Flores: estilo contemporâneo, mediterrânico e intemporal
Majo Flores fundou o seu próprio estúdio depois de estudar Design de Interiores em Valência e concluir a sua formação na Universidad Complutense de Madrid. Os projetos que desenvolve caracterizam-se por propor casas onde a luz, a harmonia e a funcionalidade coexistem em equilíbrio. O seu estilo, que ela própria define como contemporâneo, mediterrânico e intemporal, assenta na utilização de materiais naturais e numa paleta cromática serena, concebida para criar ambientes acolhedores, elegantes e convidativos.
O Majo Flores Interior Design Studio aplica uma abordagem global em todos os projetos, concebendo os espaços como um todo e trabalhando cada pormenor, de forma a alcançar resultados coerentes com os gostos e necessidades de quem os habita. De facto, o estúdio coordena e supervisiona todas as fases do processo até à entrega final, garantindo que os seus clientes recebem um lar único e pronto a habitar.
As cinco dicas de Majo Flores para conceber cozinhas abertas
1) Espaços delimitados sem perder continuidade
Quando a cozinha, a sala de jantar e a sala de estar partilham o mesmo espaço, o ideal não é separar, mas sim sugerir limites e criar transições fluidas e claras, que permitam a cada área funcionar corretamente e manter a sua própria personalidade. As principais dicas que a designer de interiores destaca para o conseguir são:
• Utilizar uma ilha ou península como barreira visual e ponto de transição entre a zona de trabalho e a área social.
• Instalar uma divisória de vidro fixa ou deslizante que delimite a cozinha sem comprometer a luz nem a continuidade visual. Este elemento, além de reduzir ruídos e odores, define a zona de trabalho e confere caráter sem enclausurar o espaço.
• Aplicar uma mudança subtil no pavimento, passando, por exemplo, de madeira na sala de estar para porcelânico na cozinha.
Distribuidor Santos: Santos Campanar – Kookers
Mobiliário Santos: FINE Cinza Bruma
Distribuição cozinha: Em paralelo com ilha
Tampo: Cosentino | Dekton Entzo
Design de interiores: Majo Flores Interior Design Studio
Estilismo: Sol Van Dorssen
Fotografia: Felipe Scheffel
2) Designs e materiais coerentes com as restantes áreas
Em espaços integrados, os materiais não devem competir entre si, mas sim formar uma linguagem única. Assim, em vez de fazer com que a cozinha tenha «o seu próprio estilo», é preferível integrá-la com as restantes áreas.
Neste sentido, uma boa opção é optar por mobiliário com acabamentos quentes em tons neutros ou madeira, com designs e frentes alinhados com a estética da sala de estar, e tampos que acompanhem sem se destacar excessivamente, escolhendo tons de pedra, mármores suaves ou superfícies contínuas que não interrompam a continuidade visual.
Distribuidor Santos: Santos Campanar – Kookers
Mobiliário Santos: FINE Branco Pérola e Carvalho Natural
Distribuição cozinha: Em paralelo com ilha
Tampo: ABK Stone | Trani Beige
Design de interiores: Majo Flores Interior Design Studio
Fotografia: Fernando Bedón
3) Máxima capacidade de arrumação para manter a ordem
Em cozinhas abertas, manter a ordem não é apenas uma questão prática, mas também estética. A chave assenta em planear uma cozinha com capacidade de arrumação suficiente e, acima de tudo, fácil de manter. Para o conseguir, a designer de interiores propõe as seguintes estratégias:
• Instalar armários superiores até ao teto, que permitem aproveitar todo o espaço e evitam nichos decorativos onde se acumula o pó.
• Recorrer a soluções de arrumação oculta e sistemas interiores para guardar pequenos eletrodomésticos sem ocupar o tampo.
• Integrar os eletrodomésticos no interior dos móveis, para que a cozinha seja percebida mais como uma composição de mobiliário do que como uma área de trabalho.
• Em ilhas com dupla face, o lado virado para a sala de estar pode oferecer opções de arrumação adicional.
Distribuidor Santos: Santos Campanar – Kookers
Mobiliário Santos: FINE Branco Seff
Distribuição cozinha: Em paralelo com ilha
Tampo: Neolith | Arena
Design de interiores: Majo Flores Interior Design Studio
Fotografia: Fernando Bedón
4) Iluminação coerente e funcional em todo o espaço
Num ambiente aberto, a continuidade visual também se constrói com a luz, pelo que este fator não deve ser tratado como se cada zona fosse independente. Para que o espaço seja percebido como um todo corretamente iluminado — prático para cozinhar, acolhedor para conviver e visualmente contínuo — o ideal é utilizar a mesma luz quente (3000K) na cozinha, na sala de jantar e na sala de estar, uma vez que a mistura de temperaturas gera cortes e sensações diferentes.
A partir desta base, trata-se de diferenciar os tipos de luz consoante o uso, sem quebrar a unidade: sobre o tampo aplica-se luz direta, para trabalhar confortavelmente, enquanto que sobre a ilha podem ser instalados candeeiros suspensos que, além de fornecer luz pontual, funcionam como peça de destaque e ponto de transição entre a cozinha e a área social. É importante que as luminárias decorativas das diferentes zonas dialoguem entre si, criando uma ligação que favoreça a coerência estética sem cair na repetição literal.
Distribuidor Santos: Santos Campanar – Kookers
Mobiliário Santos: FINE Branco Pérola
Distribuição cozinha: Em L com ilha
Tampo: Cosentino | Dekton Entzo
Design de interiores: Majo Flores Interior Design Studio
Fotografia: Fernando Bedón
5) Controlo de odores e ruídos
Numa cozinha aberta, a parte mais complicada não é normalmente o próprio design, mas sim a convivência: odores que chegam ao sofá, ruídos enquanto alguém vê televisão ou convidados a conversar enquanto se arruma a mesa. Neste contexto, a distribuição e o equipamento desempenham um papel fundamental, e algumas soluções que costumam funcionar são:
• Instalar exaustores com elevada capacidade de extração, corretamente dimensionados para o espaço e com bom nível de insonorização. Se não for possível ter saída para o exterior, pode recorrer-se a sistemas de extração integrados na placa.
• Escolher eletrodomésticos silenciosos, especialmente a máquina de lavar loiça, o exaustor e o frigorífico.
• Colocar o lava-loiça e a máquina de lavar loiça ligeiramente afastados da área social, para evitar ruídos durante refeições ou reuniões.
Distribuidor Santos: Santos Campanar – Kookers
Mobiliário Santos: LISSE Azul Cosmos Seda Mate / FINE Branco Pérola
Distribuição cozinha: Em L
Tampo: Porcelanosa | XTONE Bottega Caliza
Design de interiores: Majo Flores Interior Design Studio
Fotografia: Fernando Bedón
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